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Reunião discute protocolo de atendimento às famílias vítimas de enchentes em Teresina

O atendimento às famílias em situação de emergência em decorrência das enchentes em Teresina deve ser feito seguindo um protocolo, que foi estabelecido para uniformizar o atendimento preventivo na cidade. Para tratar deste protocolo, o secretário de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), Samuel Silveira, esteve reunido na tarde desta terça-feira (17) com representantes das Superintendências de Desenvolvimento Urbano (SDUs) e Rural (SDR), Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SEMDUH) e Defesa Civil.

De acordo com o protocolo, a Defesa Civil fará a primeira visita e avaliará a situação de cada família. Se houver a necessidade de desocupação, os técnicos das SDU’s darão continuidade ao atendimento e a inclusão nos programas sociais existentes. Na reunião, ficou acertado ainda que por conta da suspensão de atividades por 15 dias devido às medidas de prevenção contra o Covid 19 nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e nos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), alguns servidores que atuam nesses serviços serão deslocados para ajudar no atendimento preventivo dessas famílias.

Nós montamos um Comitê de Gerenciamento de Crise que funcionará na sede da Semcaspi, buscando o atendimento e abrigamento de famílias vítimas da subida do nível dos rios. As equipes de trabalho serão compostas por representantes dos CRAS e dos CREAS junto com os assistentes sociais das SDUs, estabelecendo pontos emergenciais de atendimento como o transporte de pessoas que estão em área de risco. Definimos ainda o alargamento dos plantões da central do número 153 até a meia noite e participação do Corpo de Bombeiros depois das 18h, quando houver chamado para a Defesa Civil”, disse Samuel Silveira.

Em paralelo ao trabalho de visitas da Defesa Civil, os técnicos das SDU’s farão ainda o mapeamento de cada região para informar ao Comitê de Gerenciamento de Crise os bairros que estarão com maior facilidade de alagamento.

É um trabalho preventivo, que contará com a presença de engenheiros que farão a avaliação da estrutura da cada residência e o fornecimento de caminhões para fazer as remoções dessas famílias que poderão ser vítimas da elevação dos rios. Nosso intuito é evitar qualquer tipo de aglomeração de pessoas nos colégios e em outros espaços públicos e atuar dentro da política de contenção do Covid 19”, explicou Isaac Menezes, superintendente executivo da SDU Sudeste.

As famílias que forem vítimas das enchentes serão incluídas no programa Cidade Solidária, que consiste no apoio financeiro às pessoas que tiveram suas residências comprometidas por conta de desabamentos, alagamentos, transbordamento de rios ou lagoas, como também incêndios.

Além disso, em caso de necessidade de acolhimento coletivo, a Gerência de Proteção Social Especial (GPSE) vai dispor de kits de acolhimentos, higiene, limpeza e alimentação para atender a demanda das vítimas.  Para fazer o acionamento,  a Prefeitura de Teresina disponibiliza para a população o número 153, canal direto de contato com a Defesa Civil Municipal. A ligação para o número é gratuito e permite que os teresinenses solicitem ao órgão o monitoramento, que pode ajudar na identificação e remoção das áreas de risco.

A 29º edição do Teresina em Ação acontece neste sábado (14) no Nova Teresina

A Praça Camila Pereira Abreu do bairro Nova Teresina, zona Norte da capital, receberá neste sábado (14) a 29ª edição do Teresina em Ação. O evento começa a partir das 8h e segue até às 13h. O Teresina em Ação, além de aproximar a população dos serviços de cidadania ofertados no município, a cada edição busca fortalecer ainda mais o lazer e cultura nos bairros.

Além das atividades já tradicionais de orientações e serviços em diversas áreas, como assistência social, saúde, justiça itinerante, consultas, emissões e regularização de documentos, a praça também será palco simbólico da luta por direitos com uma programação especial conduzida pela Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) em alusão ao Dia Internacional da Mulher.

“O mês de março é um mês especial para todas nós, mulheres. Mas não devemos ter apenas uma visão romântica da data com homenagens e flores, ele também deve ser visto como forma protesto. Por isso, o Teresina em Ação vai ser na Praça Camila Pereira, uma vítima de feminicídio. Um local bastante simbólico para nós, mulheres, que queremos ocupar espaços, que não queremos andar com medo e que queremos viver”, afirma a coordenadora geral do Teresina em Ação, Débora Ferraz.

Lidiane Oliveira, gerente de enfrentamento à violência contra as mulheres da SMPM, afirma que o evento é uma oportunidade de reforçar a necessidade do diálogo e da sensibilização da sociedade sobre o tema. “O mês de março é mais uma oportunidade de voltar nosso olhar para as vítimas de feminicídio, como também uma forma de prestar homenagem àquelas que morreram pelo simples fato de serem mulheres. Não podemos silenciar, precisamos refletir a necessidade de dialogar cada vez mais para desnaturalizar esse fenômeno da violência conta a mulher dentro da nossa sociedade”, afirma Lidiane Oliveira.

Na ocasião, a SMPM estará divulgando as campanhas ‘Para Elas’ e ‘Não te dei liberdade’, bate-papo e oficinas voltadas para o público feminino. “A campanha Para Ela consiste na doação de produtos de higiene pessoal para mulheres em situação de rua entendendo que a gente precisa dar visibilidade e atenção a estas mulheres. Iremos estar também com a campanha ‘Não te dei liberdade’, de sensibilização e enfrentamento ao assédio e importunação sexual sofrido por mulheres. Teremos ainda dinâmicas para estimular o autoconhecimento das mulheres, bate-papo com adolescentes sobre ciclo menstrual e oficina de mandala”, conclui a gerente.

O convite para a solidariedade também será reforçado. A equipe do Teresina Transforma estará presente na praça orientando e realizando cadastro de novos voluntários na plataforma que é uma proposta para engajamento cívico em projetos sociais viabilizando a troca entre quem quer ajudar e quem precisa de ajuda voluntária.

Outra atração será a Associação dos Bibliotecários do Estado do Piauí (ABEPI) que fará sua primeira participação no evento e levará para o público a cultura dos livros. Na ocasião haverá bate-papo literário, troca e doação de livros da Literatura Piauiense, oficina de restauração de livros, tira-dúvidas ABNT, contação de histórias e teatro de bonecos.

“Essa é a característica mais louvável do projeto Teresina em Ação, proporcionar cidadania e cultura para as pessoas das comunidades, seja por meio dos serviços administrativos ali bem próximos a elas, seja por meio de momentos culturais e de lazer”, comenta Samuel Silveira, secretário municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi).

A programação do palco contará com a participação do grupo de capoeira Raízes do Brasil e a animação das bandas 16 de agosto e Luiz Gonzada da Fundação Monsenhor Chaves (FMC), além do entusiasmo do grupo de ginástica laboral e dança que atrai todos os públicos. A diversão das crianças também é garantida com atividades recreativas, jogos, pintura de rosto e muito mais.

Comissão finaliza projeto de criação da Secretaria Municipal de Defesa Social e Direitos Humanos

O projeto de criação da Secretaria Municipal de Defesa Social e Direitos Humanos foi finalizado. A nova pasta vai herdar todas as ações e iniciativas da Prefeitura de Teresina desenvolvidas pela Guarda Municipal (GCM), Programa Vila Bairro Segurança, Defesa Civil e as ações integradas de prevenção e combate à violência, assim como enfrentamento às drogas. A estrutura e organização da nova secretaria  foi apresentado pela comissão de planejamento na noite desta quarta-feira (11) ao prefeito Firmino Filho, que aprovou o projeto. A expectativa é que o texto seja encaminhado para a Câmara Municipal até o início da próxima semana.

De acordo com o prefeito, a criação da secretaria vem para atender a uma demanda da própria população e também devido à expansão do Vila Bairro Segurança e aumento do efetivo da Guarda Municipal. “Estamos aumentando os projetos e a quantidade de pessoas na área relacionada à segurança pública. Temos o Programa Vila Bairro Segurança na região do Lagoas do Norte que mostrou resultados expressivos. Tudo isso já justifica a criação de uma pasta em específico. São poucas as secretarias que tem em torno de 500 servidores. A Guarda Municipal, criada para a proteção do patrimônio público, acaba gerando também um efeito direto na segurança pública. Temos muitas lacunas nesta área, por isso, a Prefeitura é sempre chamada pela população para aumentar o efetivo e, diante dos apelos, estamos aumentando a nossa presença”, pontua.

A Secretaria Municipal de Defesa Social e Direitos Humanos também ficará responsável pela administração do Centro de Comando e Controle (CCO), uma central tecnológica de monitoramento das informações geradas por centenas de câmeras de inteligência a serem instaladas em toda cidade. A inauguração do CCO tem previsão para este mês. O prédio vai integrar todos os serviços de segurança que atuam no município: Secretaria de Defesa Social e Direitos Humanos, Superintendência de Transportes (STRANS), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Corpo de Bombeiros.

“O primeiro passo já foi concluído. Elaboramos a proposta de criação da nova secretaria e o prefeito aprovou o texto. Até sexta-feira o projeto vai chegar à Secretaria de Governo para ser encaminhado para apreciação da Câmara Municipal. A tendência é que, com o deslocamento dos servidores da GCM, Defesa Civil e corpo administrativo, a nova secretaria vai nascer já sendo uma das quatro maiores do município”, disse o secretário municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas, Samuel Silveira.

Recentemente, o BNDES aprovou um financiamento de R$ 30 milhões para serem investidos em programas de prevenção à violência em Teresina, que foi o primeiro município do Brasil que obteve uma aprovação de crédito nesta modalidade. A Prefeitura também atua indiretamente na segurança pública, investindo em infraestrutura, como melhorias na iluminação pública, asfaltamento de ruas e avenidas, além da revitalização de praças;  medidas que contribuem de forma significativa na redução dos índices de violência. Todas essas ações serão coordenadas pela nova secretaria.

“Com o trabalho já realizado pela Guarda Municipal, a Prefeitura dará mais um passo importante para  aprimorar a estrutura, os meios e os mecanismos para que possa, em conjunto com os demais órgãos de segurança pública, propiciar aos cidadãos e cidadãs teresinenses mais segurança para andar e viver na nossa cidade”, afirmou o tenente Coronel John Feitosa.

As bases legais, além da organização, missão, valores e objetivos da Secretaria Municipal de Defesa Social e Direitos Humanos foram planejadas por uma comissão de estudos formada pelo secretário Samuel Silveira, da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), pelo coronel John Feitosa, coordenador de assistência militar da Prefeitura; pelo coronel Edvaldo Marques e pelo deputado Luciano Nunes, mas também contou com a colaboração de parlamentares que atuam na área de segurança pública.

 

 

Após ações da prefeitura, sensação de segurança no Lagoas do Norte cresce 208%

Pesquisa divulgada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) aponta que a sensação de segurança cresceu 208%, nos últimos três anos, entre os moradores dos bairros que compõem o projeto Lagoas do Norte. A pesquisa também mostrou que a quantidade de pessoas que se sentem seguras em casa aumentou 76% comparado aos resultados de 2016.

“Todos sabemos que a responsabilidade da segurança pública é do Governo do Estado, tanto na área de repressão quanto de punição. Então, estamos buscando formas de intervenção urbana e social para que possamos prevenir e criar melhores soluções. Podemos perceber que os diversos projetos que foram implantados, como ações sociais, de iluminação de espaços públicos, e da ordem pública deram resultados efetivos nessa região”, diz o prefeito de Teresina, Firmino Filho. Ele lembra também que está sendo criada uma Secretaria Municipal de Segurança Pública, que contará com o reforço de novos agentes da Guarda Municipal.

Segundo Samuel Silveira, secretário municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), a implantação do Projeto Vila Bairro Segurança e a criação da Guarda Civil Municipal foram determinantes para a melhoria substancial da sensação de segurança naquela área. “Esses índices positivos são encontrados quando comparados com a primeira pesquisa realizada pelo Fórum em 2016, antes da implantação do Vila Bairro Segurança, que atua nos 13 bairros do Lagoas do Norte. Desde então realizamos blitzes na região e a presença de adolescentes em bares consumindo álcool e drogas ilegais diminuiu sensivelmente. Os resultados nos dizem que estamos no caminho certo”, afirma.

A pesquisa mostra que, em 2016, apenas 44% das pessoas entrevistadas se sentiam seguros em casa. Em 2019, essa percepção aumentou para 77,8%, um crescimento de 76%. Outro dado relevante diz que quatro anos atrás somente 9% dos moradores da região pesquisada se sentiam seguros andando nas ruas ou com o comércio aberto. O resultado atual mostrou que esse percentual aumentou para 27,8%. Isso representa um aumento de 208%.

“Quando a prefeitura, a partir deste diagnóstico, se propõe a fazer um plano municipal de prevenção à violência, estruturar um projeto como o Vila Bairro Segurança e criar uma Guarda Municipal, ela dá passos importantes para fortalecer o papel do município na segurança pública”, disse a representante do FBSP, Juliana Martins.

O relatório final da pesquisa mostrou também que diminuiu a quantidade de pessoas que eram vistas consumindo drogas. Em 2016, 64% dos entrevistados disseram ter presenciado o consumo de entorpecentes, no ano passado esse índice caiu para 56%. O índice de venda de drogas em local público também diminuiu, caiu de 31% para 15%.

“A pesquisa registrou ainda que houve uma significativa redução no número de roubos a residências – de 33% para 19%. Interessante dizer que esses resultados foram identificados após investimentos da prefeitura em programas de prevenção, repressão e até de infraestrutura. Ruas foram asfaltadas e iluminadas, praças foram revitalizadas. Todo esse esforço da Prefeitura de Teresina fez com que a população se sentisse mais segura”, finalizou Débora Ferraz, analista de políticas integradas da Semcaspi e coordenadora do Vila Bairro Segurança.

Seminário apresenta metodologia de construção do painel de monitoramento da SEMCASPI

Com o objetivo de fortalecer as ações socioassistenciais desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), a Gerência do Sistema Único de Assistência Social (GSUAS) realizou, nesta terça-feira (10), um seminário de apresentação da metodologia para construção do Painel de Monitoramento dos programas, projetos, serviços e benefícios ofertados pelo órgão. O evento aconteceu durante toda a manhã no auditório da Arquidiocese de Teresina e contou com a presença de representantes da rede socioassistencial do município.

Os profissionais apresentaram um plano de construção do painel mencionando 10 indicadores que fazem parte da Política Nacional de Monitoramento do Governo Federal. Dentre esses indicadores estão: a situação de extrema pobreza, índice de desigualdade, taxa de frequência escolar da população por faixa etária e de ocupação. Além disso, o painel vai fazer o monitoramento da distribuição dos motivos para as pessoas irem à unidade socioassistencial, por tipo de unidade, quantidade de famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família, taxa de analfabetismo por faixa etária e a renda média domiciliar per capita.

Para Samuel Silveira, secretário da Semcaspi, o encontro oportuniza o fortalecimento das ações desenvolvidas pela secretaria e possibilita colocar em prática as estratégias pensadas pela rede socioassistencial. “Esse momento é de fortalecimento das ações da Semcaspi visando sempre prestar um melhor serviço a população. Inicialmente realizamos o diagnóstico e agora estamos colocando os planos em prática, a partir da metodologia apresentada hoje no Seminário. Dessa maneira trilhamos juntos na construção de um caminho mais seguro. Todos na defesa de uma Teresina melhor”, explica.

O trabalho foi desenvolvido e contou com a colaboração de todas as gerências administrativas da Semcaspi. “Em um primeiro momento, a coordenação elaborou um plano de construção do painel de monitoramento. Quando esse documento ficou pronto nós apresentamos a todas as gerências administrativas, e cada gerência ficou responsável por fazer a leitura e fornecer as contribuições necessárias para aprimorar o plano”, afirma Iris Neiva de Carvalho, Apoio Técnico da GSUAS.

O documento contou com o acréscimo de informações que não haviam sido contempladas na primeira análise, e após uma revisão pela coordenação de monitoramento, foi apresentado durante o Seminário para os trabalhadores inseridos nas unidades socioassistenciais.

Apresentamos o plano para todos os trabalhadores inseridos nas unidades socioassistenciais com o objetivo de fazê-los participantes desse processo de construção dos indicadores, porque o monitoramento já é uma atividade realizada pela Semcaspi, mas nós não tínhamos ainda indicadores que pudessem balizar esse processo. Então, construir o painel de monitoramento com a participação dos profissionais envolvidos no processo é um modo de termos balizas para fazer a avaliação da política e buscar o aprimoramento da oferta de nossos serviços”, comentou a coordenadora de Monitoramento do Sistema Único da Assistência Social, Caroline de Brito Lima Lira.

A Secretária Executiva do SUAS, Mauricéia Carneiro, explicou que o seminário significa a consolidação de um trabalho desenvolvido ao longo dos anos por todas as gestões na Prefeitura de Teresina e propicia uma política eficiente e de qualidade no atendimento ao cidadão. “Quando você tem referenciais, estatísticas, indicadores e a construção de um trabalho, levando o usuário do serviço para dentro desse debate, isso proporciona a consolidação de uma política pública e possibilita o cumprimento do papel de poder público em parceria com a sociedade civil e com os que recebem diretamente o serviço oferecido”, finalizou.

Como parte desse processo de construção do Painel de Monitoramento serão realizadas, inicialmente, 04 oficinas territorializadas na capital. Os encontros vão acontecer no dia 12/03 no Teatro do Boi (zona Norte), dia 17/03 Centro Social Padre Arroupe (zona Sul), dia 19/03 na sala de vídeo da Igreja Nossa Senhora de Fátima (zona Leste) e, por fim, no dia 20/03 no Teatro João Paulo II (zona Sudeste). A divulgação dos indicadores preliminares ocorrerá em julho deste ano. Ao final dessas oficinas, os profissionais terão a sistematização dos indicadores que serão utilizados como base para o processo de monitoramento para o ano de 2021.

Fórum Brasileiro de Segurança Pública destaca bons resultados na sensação de segurança do Lagoas do Norte

Foram apresentados, na manhã desta segunda-feira (09), no Palácio da Cidade, os índices positivos para a sensação de segurança dos jovens, de 15 a 24 anos, residentes dos 13 bairros que compõem o Programa Lagoas do Norte. Os resultados fazem parte de pesquisa realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, organização sem fins lucrativos que tem por missão atuar como um espaço de debate, articulação e cooperação técnica para a segurança pública no Brasil.

Entre os números apresentados, a pesquisa apontou uma diminuição de 64% para 56% do uso de drogas em local público. Teve ainda a queda de 65% para 43% da venda de drogas em local público, o roubo de veículos teve redução de 31% para 15%, bem como, os roubos a residências que tiveram uma queda 33% para 19%. Nos índices de bagunça noturna, a pesquisa apontou uma queda considerável de 32% para 16%. A pesquisa entrevistou 400 jovens entre os dias 16 de agosto e 02 de setembro de 2019, por meio de abordagem domiciliar.

O prefeito de Teresina, Firmino Filho, explicou que o Vila Bairro Segurança surgiu como proposta do Poder Público Municipal no desenvolvimento da metodologia para se trabalhar a segurança pública e colaborar com a melhoria na qualidade de vida das pessoas.

São várias experiências que estão acontecendo Brasil afora e aqui em Teresina não é diferente. Nós estamos aprendendo a como entrar nessa dimensão da esfera da segurança pública de forma para colaborar na melhoria do direito de ir e vir da população e da sensação de segurança”, disse o prefeito de Teresina.

Para Samuel Silveira, secretário de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), os resultados apresentados reforçam o que melhorou, desde 2016, e também pontos que precisam ser trabalhados ao longo deste ano.

Nesta nova pesquisa, o Fórum Brasileiro repetiu a proposta no mesmo território, ou seja, replicou a fórmula anterior e encontrou excelentes resultados. A partir do que foi apresentado percebemos alguns pontos que merecem relevante destaque como, por exemplo, o aumento da confiança dos jovens na Polícia, além da redução na percepção de roubos, compra de armas e uso de drogas. Destaco que muito dessa melhoria está diretamente ligada às ações desenvolvidas pela Guarda Municipal de Teresina, implantada em 2016”, disse o Samuel Silveira.

A representante do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Juliana Martins, explicou que os resultados que foram apresentados refletem ações que a Prefeitura já vem realizando desde o conhecimento da pesquisa, quando foi realizado o primeiro survey e informou que o trabalho estratégico de redução à violência na área assistida pelo programa Vila Bairro Segurança vai até janeiro de 2021.

Idosos do Centro Jatobá recebem projeto de canteiros e hortas medicinais

Buscar alternativas que ofereçam cada vez mais bem-estar e qualidade de vida aos idosos é a missão do Centro de Convivência para Pessoas Idosas Jatobá. Foi com essa motivação que o Centro abraçou o projeto “Tens que Plantar”, desenvolvido pelo Templo Espírita Nossa Senhora da Conceição (TENSC), que tem por objetivo ocupar espaços ociosos do prédio transformando-os em jardins, pomares, canteiros e hortas medicinais.

Segundo o secretário Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), Samuel Silveira, o espaço, que foi pensado a partir da cooperação entre várias instituições, é uma forma de melhorar a cidade e principalmente, oportunizar mais espaços de convivência aos idosos.

“Esse espaço foi sonhado por muitos, executado por tantos outros, mas não é de um ou de outro, é de todos nós que fazemos essa cidade cada vez melhor. Nosso desejo é que esses jardins contribuam para a melhoria de vida dos nossos idosos, que vão poder fazer do cultivo uma verdadeira terapia”, disse.

O projeto “Tens que plantar” valoriza o saber popular incentivando a integração com a comunidade na busca por uma vida saudável através do cultivo de hortas e pomares naturais, somando forças para a preservação e bom uso do meio ambiente.

Para Rosa Francisca, idosa que frequenta o Jatobá, os ambientes ficarão ainda mais bonitos com os cuidados e o amor de todos. “O jardim está lindo e vai ficar ainda melhor, mais bonito, com os nossos cuidados. Acredito que será muito bom também para nossa alimentação. Tenho certeza que a cada dia vai ser melhor porque nós vamos cuidar com muito amor”.

Stephanie Santos, coordenadora do Jatobá, enfatiza a importância de desenvolver o projeto junto com os idosos do Centro, através do apoio do TENSC, sobretudo na alimentação a partir do cultivo de hortas mais saudáveis.

“Podemos ver o quanto trouxe beleza para o nosso prédio principalmente nesse período de chuva. Trouxe bem-estar com um espaço ainda mais acolhedor para os nossos idosos. A gente sabe que quando a gente planta, com o nosso toque, temos um gosto maior para consumir e isso vai contribuir para que eles tenham uma alimentação saudável, além da consciência ambiental”.

A partir de agora, com o apoio da equipe técnica do Templo Espírita, os idosos do Centro cuidarão dos jardins instalados. “O projeto foi entregue hoje, mas não encerrou, vamos fazer visitas mensais para acompanhar os idosos, ver como eles estão atuando nos canteiros de hortaliças e medicinais, no pomar, no jardim. Essa terapia vai fazer parte da vida deles”, disse Maria das Graças do Nascimento, presidente TENSC.

Semcaspi propõe plano de ação de segurança no transporte público de Teresina

Dialogar e buscar meios de garantir a segurança da população dentro do transporte público em Teresina, esse foi o objetivo da reunião realizada na manhã de hoje, 28, na Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi). Estavam presentes o secretário Samuel Silveira, representantes do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários (Sintetro), do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut) e da Guarda Civil Municipal de Teresina.

Para o secretário Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas, Samuel Silveira, a Guarda Municipal está empenhada em contribuir com a segurança dentro dos ônibus, com uma atuação eficaz principalmente dentro dos terminais da cidade. “A postura da Prefeitura Municipal de Teresina é ativa. Por mais que não seja, a rigor, competência direta da prefeitura, a Guarda Municipal está à disposição para ajudar e contribuir com a segurança dentro do transporte público de Teresina”, disse o secretário.

O secretário estabeleceu um plano de ação que será executado, o mais rápido possível, e contará com o apoio do Sintetro, Setut e entre outros órgãos da administração pública. “É importante um plano de ação eficaz para trabalhar de forma preventiva e essa foi a diretriz dessa reunião. Foi possível formatar o rascunho de um plano de ação, que depois será formalizado, para contribuir com a segurança através de uma atuação concreta”, afirmou.

Durante o encontro, Fernando Soares Santos, presidente do Sintetro, elogiou a atuação da Guarda e reiterou a redução do número de ocorrências e assaltos nos terminais onde há a atuação dos guardas municipais. “A importância da Guarda Municipal de Teresina a gente vê no dia a dia, nos terminais de integração onde não existe mais assalto. Quando assumiu as estações, como a da Miguel Rosa e Frei Serafim, não houve mais assaltos. Então a sua importância para a segurança do transporte público, da população e dos trabalhadores de Teresina está demonstrada”, ressaltou.

Quanto a iniciativa da reunião proposta, bem como do plano de ação que será desenvolvido, Fernando Soares acredita que vai somar significativamente para coibir a violência dentro do transporte coletivo. “Essa iniciativa tende a somar ainda mais com as outras que estão sendo adotadas. A segurança tem que ser feita com a participação de todos. O usuário do transporte público coletivo agradece imensamente, principalmente com a presença da Guarda Municipal, que a gente, hoje, já vê nos bairros de Teresina, que são mais afastados do Centro. É isso que a gente espera, que se faça uma ação que coíba cada vez mais essa violência e abuso dentro do transporte coletivo. E que o trabalhador se sinta seguro e o usuário possa voltar a andar com segurança”.

Reunião discute regimento do Comitê PopRua

O regimento interno que regula a organização e o funcionamento do Comitê Intersetorial de Política Municipal para a População em Situação de Rua (Comitê PopRua) foi tema de uma reunião na manhã desta sexta-feira (28) na Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi). No encontro, foi feita a leitura do documento e a discussão de mudanças em alguns pontos colocados pelos representantes da Prefeitura de Teresina e da Defensoria Pública do Estado do Piauí (DPE).

A chefe de Divisão de Média Complexidade da Semcaspi, Layla Paiva, explicou que o Comitê PopRua é assegurado por decreto municipal, se integra a política nacional instituída pelo Decreto Federal 7.053 de 23 de Dezembro de 2009 e busca assegurar o acesso amplo, simplificado e seguro aos serviços e programas de políticas públicas direcionadas as pessoas em situação de rua.

Na reunião, definimos um calendário com encontros que acontecerão bimestralmente. Nós queremos evoluir as discussões para garantir que as pessoas que se encontram em situação de rua tenham seus direitos efetivados, e que as demais políticas estejam em constante debate de estratégia de atendimento, incluindo a construção de um plano de trabalho que envolva o atendimento na área da habitação, saúde, educação, lazer, esporte, geração de emprego e a inserção no mercado de trabalho. Nosso intuito é contar também com a participação dos próprios usuários para saber as demandas específicas, interesses e o que tem impedindo esse acesso aos serviços básicos”, disse Layla Paiva.

O defensor público titular dos Direitos Humanos da DPE, Igor Sampaio, considerou que o encontro foi uma conquista dos órgãos públicos e da população em situação de rua, já que com o Comitê PopRua os serviços serão qualificados e terão maior facilidade de conhecimento das demandas do público.

Foi muito importante o encontro nesse trabalho de implementação do Comitê e da Política que atenda a população em situação de rua. A discussão dos temas buscaram facilitar a mediação na criação da demanda, geração da necessidade e do atendimento. É importante destacar que é o desenvolvimento de uma política intersetorial, por envolver outros órgãos no mesmo espaço e que vai permitir a otimização, qualificação dos serviços, discutindo alternativas e fiscalização da gestão”, explicou.

Entre outras ações previstas pelo Comitê estão: garantir a formação de profissionais e gestores para atuação na área; produção, contribuição e divulgação de dados e indicadores sociais, culturais e econômicos; a promoção de uma cultura de respeito, ética e solidariedade entre a população em situação de rua; a promoção do acesso aos benefícios públicos; a implantação de centros de referência especializados e ações de segurança alimentar e nutricional; a disponibilização de programas de qualificação profissional e principalmente; a garantia de padrões éticos, dignos e não violentos na concretização dessas necessidades. A Semcaspi fica responsável por oferecer apoio técnico e administrativo, além dos meios necessários à execução dos trabalhos do comitê. O próximo encontro ficou agendado para acontecer no dia 14 de abril.

Produtores rurais participam da Feira de Agricultura Familiar nesta sexta-feira (28)

“Antes a gente lutava muito; produzia, mas se acabava ali na areia porque não tinha como a gente sair para vender. Depois que começou a feira, melhorou muito”, comenta Rosinete Pinheiro de Sousa, de 60 anos. Ela participa da Feira da Agricultura Familiar do Município desde 2016, mas trabalha com horticultura há 15 anos no Povoado Ave Verde. Em março a feira completa quatro anos de existência e, ao longo destes anos, tem sido a principal fonte de renda para muitas famílias teresinenses que residem na zona rural.

Toda sexta-feira o dia de trabalho da Francisca Ribeiro de Araújo Lima, de 47 anos, começa bem cedinho. A horticultora acorda às 3h da manhã para terminar de organizar sua mercadoria e aguardar o carro da Prefeitura de Teresina, que vai buscá-la no Assentamento Alegria. “A gente começa a se organizar na praça 5h30, 6h os clientes já estão chegando. Dependendo do que a gente traz, eu faço R$400 ou R$500 por feira. Eu tenho dois filhos e meu marido trabalha comigo. Da feira eu sustento minha família”, afirma Francisca.

A edição desta sexta-feira (28) acontece na Praça Rio Branco das 8h às 14h. As feiras têm como objetivo incentivar a comercialização dos produtos agroecológicos produzidos nas comunidades rurais que integram o Projeto de Transição de Produção Convencional para Produção Orgânica no município de Teresina e gerar renda para as famílias. O cronograma do evento é dividido em dois locais, na segunda e na última sexta-feira do mês acontece na Praça Rio Branco e na primeira e penúltima sexta-feira é a vez da Universidade Federal do Piauí receber os agricultores.

A coordenadora da Comissão Municipal de Agroecologia e Produção Orgânica (CMAPO), Carlota Joaquina de Sousa Rosal, destaca que a realização das feiras livres possibilita desenvolvimento sustentável e maior segurança alimentar para os consumidores. “As feiras de base agroecológica, na praça Rio Branco e na UFPI, se configuram como um espaço de comercialização, de troca de experiência e de acesso à cultura. Essas feiras contribuem muito para a melhoria de vida das famílias agricultoras de nosso município e dos consumidores teresinenses, pois oferece produtos isentos de agrotóxicos”, explica.

A assistente social Conceição Andréa Lopes Teixeira, representante da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) e da Superintendência de Desenvolvimento Rural (SDR) na CMAPO, explica que o trabalho realizado nas comunidades utiliza metodologias participativas que buscam o envolvimento dos produtores de modo mais consciente na transição da forma tradicional de produzir alimentos para a forma agroecológica.

“Nós fomos vendo quais as comunidades que tinham potencialidades, pois a legislação de orgânico não permite produção em área urbana por conta da condição da área, como índices de contaminação do solo, presença de esgotos e poluição do ar. Também foi utilizada uma metodologia de diagnóstico rápido-participativo; com o processo, eles percebem que são seres participantes e sujeitos da ação. Nós os incentivamos e, hoje, todas as comunidades têm associações formalizadas e mantém um caixa para terem independência financeira”, afirma.

O trabalho da assistência social junto às famílias que trabalham com agroecologia em Teresina engloba diversas áreas que envolvem diretamente sociedade, sustentabilidade e alimentação saudável, visando garantir direitos que dão dignidade à vida dessas pessoas e também trabalha com a perspectiva de promover relações sociais justas e saudáveis. Conceição Andréa Lopes ainda destaca que a agroecologia é um posicionamento político que se preocupa com as relações sociais e o meio ambiente.

“A agroecologia preza pela preservação da saúde dos trabalhadores e pela não existência de exploração de trabalho, por isso apoia a produção familiar. A agroecologia é regida por princípios. Um deles trata diretamente das relações, entre horticultores e horticultoras, agricultores e agricultoras, em que as condições individuais e de grupo têm que ser respeitadas. A alimentação saudável e a preservação do meio ambiente possibilitam que os agricultores produzam mais, dessa forma, eles terão uma condição financeira melhor e também uma melhor qualidade de vida”, finaliza a assistente social.

Há mais de 20 anos trabalhando com agricultura, Domingos Mariano de Sousa participa do projeto há quatro anos no Assentamento Alegria. Para ele, a produção agroecológica é muito importante, tanto para quem consome como para quem produz e também para o meio ambiente. “Hoje trabalhamos de forma mais saudável, bom para a natureza, bom para se alimentar e bom para quem trabalha, porque a gente trabalha com segurança. Somos responsáveis por alimentar as pessoas com um alimento saudável, um produto limpo”, declara o agricultor.

Recentemente, o prefeito Firmino Filho entregou no início de fevereiro a obra de revitalização do campo agrícola do Assentamento Alegria com sistema de irrigação, e há mais dois campos sendo revitalizados. Na ocasião, o prefeito também oficializou a entrega de 10 triciclos e materiais de plantio, por meio de convênio com a Fundação Banco do Brasil, que irá beneficiar todas as comunidades assistidas pelo projeto. As comunidades rurais que fazem parte do Projeto são: Vale da Esperança, Camboa 1, Camboa 2, Ave Verde, Assentamento 17 de Abril, Cerâmica Cil, Alegria, Soim 1, Soim 2 e Serra do Gavião.

A Feira da Agricultura Familiar é organizada pela Comissão Municipal de Agroecologia e Produção Orgânica (CMAPO), órgão vinculado administrativamente à Superintendência de Desenvolvimento Rural de Teresina (SDR), e pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), através da Gerência de Segurança Alimentar e Nutrição (GSAN), em parceria com o Ministério da Agricultura, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e Universidade Federal do Piauí (UFPI).