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Guarda Maria da Penha faz 20 atendimentos em três dias

A situação de isolamento social torna casos de violência doméstica contra mulheres ainda mais latentes. Com o início das atividades da Guarda Maria da Penha, desde segunda-feira (01), estão sendo realizados monitoramentos do cumprimento de medidas protetivas destinadas às mulheres que são atendidas pelo Centro de Referência Esperança Garcia (CREG). Em três dias de atuação da Guarda, 20 mulheres foram já visitadas.

A equipe da Guarda Civil Municipal segue alinhada ao planejamento da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres (SMPM) nesse projeto. A guarda Lucijane Ibiapina afirma que a guarnição realiza visitas diariamente ao grupo de mulheres atendidas pelo CREG e também estará disponível para atender ocorrências de urgência, caso seja solicitado por elas.

“Desde a última segunda-feira a Guarda Municipal disponibilizou uma equipe exclusiva para fazer o monitoramento das medidas protetivas de 57 mulheres que são acompanhadas pelo Centro de Referência Esperança Garcia e esse acompanhamento está sendo feito com visitas diárias em suas residências, no horário de 8h às 20h. A receptividade das mulheres tem sido muito boa. Felizmente, não tivemos ocorrências de violência nesse período, mas, caso ocorra, estas mulheres podem nos solicitar que iremos imediatamente”, afirma.

O serviço faz parte do trabalho proteção especial às mulheres que estão sob medida protetiva pela justiça. A articulação da rede de atendimento municipal busca promover segurança para as mulheres que sofrem violência doméstica. As visitas da equipe ocorrem diariamente, mas em caso de urgência as vítimas também podem acionar o plantão da Guarda Maria da Penha através do número 153.

 

Nova etapa do Teresina Solidária distribuirá mais de 36 mil cestas básicas

A Prefeitura de Teresina lançou uma nova etapa do Programa Teresina Solidária, que destina cestas básicas à população que está passando por dificuldades financeiras em decorrência da pandemia do novo coronavírus. Desta vez, o programa organiza a distribuição de 36.600 cestas básicas a associações de moradores e também para algumas categorias de autônomos que não foram contempladas, como motoristas de aplicativos e artesãos. Na primeira etapa, foram distribuídas 11.409 cestas básicas.

“Vamos alcançar a mais de 48 mil cestas distribuídas através do Teresina Solidária, uma ação importante para atender a parte mais vulnerável da população, buscando garantir a sobrevivência daquelas famílias que têm sofrido os efeitos mais danosos dessa pandemia”, diz o prefeito Firmino Filho.

A distribuição das cestas será feita através das 732 associações de moradores cadastradas no banco de dados do Orçamento Popular de Teresina. Cada associação, através de seu representante, poderá efetivar o cadastro de 50 famílias em situação de vulnerabilidade que ainda não foram contempladas por este benefício e que se enquadram nos critérios para o recebimento da cesta básica. Conforme a legislação do Sistema Único da Assistência Social – SUAS, podem ser beneficiadas famílias que declarem estar sem nenhuma renda contínua e fixa no momento; famílias que nenhum de seus membros tenha sido beneficiado pelo auxílio emergencial do Governo Federal.

“No atual contexto muitas famílias encontram-se em situação de vulnerabilidade financeira e o Teresina Solidária, uma ação especifica neste tempo de pandemia, viabiliza o atendimento dessas famílias. Nessa etapa do programa, queremos alcançar as famílias que ainda se encontram sem renda e não conseguiram acessar o auxílio emergencial do governo federal. Precisamos identificar essas famílias e as associações serão estratégicas para isso. Esclarecemos também que algumas categorias de autônomos que ainda não foram contempladas serão atendidas com o benefício eventual de cesta básica considerando o agravamento da vulnerabilidade de renda a esses grupos”, afirma Janaína Carvalho, chefe de gabinete da Semcaspi.

A solicitação da cesta básica pode ser feita a partir desta quinta-feira (04) através do cadastro disponível no site da Prefeitura [http://sts.pmt.pi.gov.br/app/login.php]. O acesso ao cadastro pede usuário e senha. O usuário é o CPNJ da instituição e a senha é o conjunto dos quatro primeiros números do CNPJ. Para mais informações, as entidades podem entrar em contato com a Semcaspi através do número (86) 3131-4729.

Na primeira etapa, a ação se concentrou no atendimento de profissionais autônomos que tiveram suas rendas impactadas pela pandemia. Entre as categorias atendidas estiveram taxistas, mototaxistas, carroceiros, artesãos, corretores de carros, trabalhadores do setor de gastronomia e lavadeiras.

Acolhidos passam a praticar pilates no Lindolfo Monteiro

A prática de atividade física tem sido uma aliada para as pessoas em situação de rua abrigadas no estádio Lindolfo Monteiro há quase 50 dias. Os acolhidos estão recebendo aulas de pilates, com o objetivo de proporcionar bem-estar e incentivar a permanência deles no espaço, evitando que retornem ao ambiente das ruas, onde estariam mais vulneráveis aos coronavírus.

Leandro de Sousa é uma das pessoas que está vivendo no abrigo. Ele diz que a prática de atividade física o tem ajudado a ser perseverante. “Eu vim para cá buscando uma mudança e aqui encontrei pessoas queridas que ajudaram a gente a ir para outro patamar. Com a atividade física, o dia a dia da gente está sendo bom, estamos crescendo mais, com outros pensamentos, outros planos de um dia sair daqui diferentes e deixar esse estresse das ruas. Cada dia aqui é uma vitória para gente, porque a gente está lutando, perseverando”, disse.

A educadora física Doralice Miranda faz parte da equipe multiprofissional que atua no Lindolfo Monteiro. Ela explica que usa o pilates como estratégia para tornar a prática de exercício mais acessível ao público. “Um caso isolado me surpreendeu, um dos acolhidos tem um problema em uma das pernas e perguntou se tinha alguma atividade que ele poderia fazer. Eu o coloquei na turma e mudei a minha estratégia de aula planejada para aquele dia. A partir daí comecei a dar aula de pilates, que é uma atividade que não requer tanto esforço físico e pode ser realizada por qualquer pessoa, até mesmo os mais impossibilitados”, afirma.

De acordo com Doralice, exercícios físicos também servem como uma terapia alternativa para trabalhar os sintomas de abstinência dos assistidos. “A atividade física proporciona melhoria na autoestima e na sensação de bem‐estar, proporciona prazer e relaxamento e, assim, interfere de maneira positiva no tratamento da dependência química. Ajuda ainda na redução das alterações neuroquímicas, do desejo e da compulsão, dos distúrbios do humor, dos níveis de estresse e reduz as dificuldades de relacionamento social e afetivo decorrentes do uso de drogas”, diz a professora.

Em condição de rua há cerca de seis meses, Carlos Vinícius fala das mudanças que já observou em si mesmo durante a estadia no Lindolfo. “Graças às atividades da professora a gente deixou o sedentarismo, a gente passou a se movimentar melhor, a ganhar um novo ritmo de vida, até nossa aparência mudou. Com as atividades que trouxe, ela nos propôs uma nova visão de vida, somos novas pessoas. Eu agradeço a oportunidade de estar aqui no Lindolfo Monteiro, eu saí das ruas e hoje estou me transformando em uma nova pessoa devidos às atividades e tudo o que é ensinado aqui”, declarou.

Além da assistência de abrigo, alimentação e saúde, também são realizadas atividades de lazer para que o tempo ocioso da estadia seja preenchido. O cronograma de atividades do abrigo é variado para atender a diversas preferências. Durante toda a semana, são ofertadas oficinas de pintura, artesanato, palestras educativas, leitura, jogos e atividades físicas. O assistente social responsável pelo abrigo, Edson Araújo, ressalta que as atividades propostas têm como principal foco combater a evasão às ruas.

“O que temos buscado com todas essas atividades é preencher ao máximo o espaço livre que eles têm lá dentro e sempre trazer algo benéfico para a saúde deles, como os exercícios, palestras sobre alimentação saudável e riscos do uso de drogas, até para combater a abstinência que eles vivenciam. Se eles não ocuparem a mente, tende a correr o risco de desistir da permanência no Lindolfo. Esse é nosso desafio, fazer com que eles permaneçam”, conclui.

A estrutura montada no Estádio Lindolfo Monteiro pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) conta com alojamentos, refeitório, banheiros, atendimento em saúde, assistência social e estande administrativo. Atualmente, existem 39 pessoas acolhidas no abrigo, mas o espaço possui capacidade para atender até 75 pessoas.

A Prefeitura de Teresina já atende a população em situação de rua através de vários projetos de assistência social e saúde, por meio do Albergue Casa do Caminho, Centro Pop e o Consultório na Rua. Com a disseminação da Covid-19, a intenção é que essa população permaneça em um espaço adequado com estrutura e segurança necessária e possa estar resguardada dos ricos de contágio.

 

Tecnologia é aliada no atendimento às crianças com deficiência durante pandemia

A rede socioassistencial de Teresina reformulou os atendimentos de vários serviços e tem utilizado a tecnologia como aliada nas atividades. É por meio do telefone celular que os profissionais das unidades de Centro-Dia de Referência para pessoas com deficiência têm dado continuidade aos seus trabalhos e sendo suporte às famílias durante a crise.

Tâmara Narrara, coordenadora da unidade “Saber Cuidar”, explicou que os atendimentos sofreram modificações ainda no início da pandemia. Segundo ela, a equipe técnica fez visitas domiciliares para conhecer a realidade de cada família e distribuiu cestas básicas. A coordenadora afirma que o acompanhamento às crianças e famílias é essencial e, por isso, o corpo multiprofissional tem dado toda assistência às famílias de forma remota.

“A gente tem mantido os atendimentos e reforçando a importância do cuidado devido às crianças serem do grupo de risco, por terem baixa imunidade. Acompanhamos as mães por telefone e, através de um grupo no WhatsApp, damos orientações para o dia a dia delas com as crianças. Nós também trabalhamos articulados com outras instituições da rede para auxiliar essas famílias nas mais diversas demandas, seja de medicamentos ou auxílios”, disse.

Elda Lira é mãe do Bernardo de 3 anos. Ele possui Síndrome de Charge e é acompanhado pelo Centro Dia, a mãe diz que a instituição tem sido um importante apoio a ela nesses dias. “É uma instituição que é voltada para o bem-estar dos nossos filhos, mas também para nós, mães, a gente precisa desse apoio. Nesses dias difíceis de isolamento social, o Centro Dia de Microcefalia tem sido um suporte pra mim. Nesse grupo do WhatsApp a gente recebe dicas de terapia, de como cuidar de nossos filhos e de como manter distante esse vírus. Nele também recebo mensagens de ânimo, nós que temos filhos especiais também precisamos muito de um apoio psicológico e no Centro-Dia eu encontro isso”, declara a mãe.

Na instituição especializada para o atendimento infantil são acompanhadas 70 crianças de zero a 12 anos, acometidas por diversas síndromes como Microcefalia, Hidrocefalia, Paralisia Cerebral, Síndrome de West, Edward e Autismo. A Terapeuta Ocupacional, Clarissa Ellen Oliveira, explica como tem sido feito o trabalho de acompanhamento na prática.

“Temos trabalhado com vídeos produzidos por nós e outros baixados da internet que explicam e orientam como as mães podem estar estimulando as crianças em casa. Damos sugestões de atividades e reforçamos os objetivos terapêuticos. Esse acompanhamento tem sido feito tanto no grupo das mães como individualmente, enfatizando que as crianças precisam ser estimuladas continuamente e que, em meio a pandemia, elas podem está desenvolvendo esse papel de estimuladoras”, disse.

A terapeuta sublinha a necessidade de continuidade das terapias em casa e lembra que esse momento também pode ser aproveitado para reforçar ainda mais os laços afetivos entre as mães e seus filhos. “O nosso público são crianças com atraso em seu desenvolvimento global e as terapias têm como objetivo, não somente a melhora, mas fazer com que elas não regridam tanto em seus quadros; é proporcionar qualidade de vidas a essas crianças” finaliza Clarissa.

O Centro-Dia é um serviço socioassistencial voltado pessoas com deficiência (crianças, jovens e adultos) e suas famílias. Ao todo, cerca de 140 são assistidas em duas unidades. O serviço tem como objetivo proporcionar o fortalecimento dos vínculos familiares e a convivência comunitária. A instituição é vinculada ao Centro de Referência Especial em Assistência Social (CREAS), administrada pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), em parceria com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE).

 

Semcaspi aplica 350 testes de Covid em servidores nesta quinta-feira (21)

Cerca de 350 servidores da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) passaram por exames de Covid-19 nesta quinta-feira (21). A testagem foi realizada no pátio do órgão, seguindo o protocolo estabelecido pela Fundação Municipal de Saúde.

Ao longo da próxima semana, outros 550 servidores deverão passar também pelo procedimento. Segundo o secretário Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas, Samuel Silveira, esses exames trazem uma segurança maior para os servidores no exercício das suas atividades.

“A Semcaspi é um dos órgãos do município que estão com trabalho intenso nesse período em que estamos enfrentando a pandemia do novo coronavírus. A grande maioria dos nossos servidores está nas ruas, nos abrigos e no atendimento direto à população. Por isso a importância desses testes”, afirmou.

Nesta semana também passaram por exames alguns servidores da Guarda Municipal. Aqueles servidores com algum tipo de comorbidade estão trabalhando em home office desde o início da quarentena e aqueles que apresentarem algum sintoma de covid são orientados a ficar em isolamento domiciliar, seguindo o protocolo estabelecido pelos órgãos de saúde.

 

Barreiras sanitárias terão ampliação de equipes para agilizar trânsito

Os órgãos que atuam nas três barreiras sanitárias nas pontes que ligam Teresina e Timon definiram reforço nas equipes de trabalho com o intuito de dinamizar a fiscalização. As definições ocorreram em reunião entre representantes da Semcaspi – Secretaria Municipal da Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas, Vigilância Sanitária, Strans, Guarda Municipal e Fundação Municipal de Saúde. As equipes fizeram as primeiras avaliações do trabalho.

A instalação das barreiras sanitárias entre as duas cidades foi uma medida tomada pelo poder público como forma de conter a disseminação do novo coronavírus na capital. No Estado vizinho já são 14.198 casos confirmados da doença, com 604 óbitos, segundo boletim do Ministério da Saúde.

O Secretário Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas, Samuel Silveira, explicou que o encontro buscou avaliar a participação de cada órgão nas barreiras ocorridas nos últimos dias e a intensificação dos trabalhos das equipes para que todos os veículos sejam fiscalizados, independente do congestionamento que possa ocorrer. “Definimos que todos os órgãos vão dobrar os seus efetivos para que as fiscalizações ocorram na sua totalidade e também maior agilidade”, disse o secretário.

Pelo novo decreto, todas as pessoas que pretendam ingressar no município de Teresina, a partir de agora, deverão apresentar, perante as autoridades de fiscalização presentes nas barreiras sanitárias, documentos de identificação pessoal, documento de habilitação do condutor e comprovante de endereço residencial, assim como documentos referentes ao veículo, como Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo. Além disso, é necessária a comprovação da necessidade de trafegar entre os dois municípios, seja por motivos de saúde, trabalho, ou qualquer outro. Está permitido o tráfego para servidores e empregados públicos, trabalhadores de empresas privadas, funcionários que atuem em serviços essenciais que morem no Maranhão e trabalhem em Teresina. Alguns casos de atendimentos de saúde também serão permitidos, além de outros casos especificados no decreto.

As pessoas que se enquadrem nos critérios do decreto e que necessitem de acesso frequente ao município de Teresina, poderão se cadastrar em site público (http://barreiracovid19.fms.pmt.pi.gov.br) para obter documento digital comprobatório a ser apresentado sempre que passar no controle das barreiras.

As barreiras sanitárias estão montadas nas proximidades das três pontes que ligam Teresina a Timon desde o mês passado. Elas são necessárias para controlar a entrada de pessoas em Teresina e monitorar o estado de saúde delas. Desde o início, está sendo medida a temperatura corporal de quem trafega entre as duas cidades.

Residência Inclusiva faz adaptações no serviço durante a pandemia

As pessoas com deficiência que vivem na Residência Inclusiva “Boa Morada” têm recebido assistência adequada à nova realidade imposta pelo coronavírus. Todas as atividades internas da instituição tiveram que ser readaptadas. Os usuários que são matriculados no sistema regular de ensino, por exemplo, estão recebendo as atividades de forma online. E, além do reforço na higienização do espaço, as informações e cuidados pessoais para prevenção da doença estão sendo repassadas de forma a incluir as diferentes limitações.

Desde que foram suspensas as aulas nas escolas, a equipe tem buscado manter o ritmo de estudos dos usuários que estão incluídos no ensino regular. “Os acolhidos recebem atividades e assistem a vídeos de conteúdo. A equipe técnica também tem desenvolvido diversas atividades lúdicas e educativas para melhorar a cognição e as habilidades motoras de alguns usuários, como já era feito usualmente na casa”, explica Leilanny Cavalcante, chefe da divisão de alta complexidade da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi).

Já os residentes com deficiência auditiva também têm acesso às informações por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Arielle Paiva é a intérprete da língua de sinais da instituição, ela reforça a importância de seu papel em facilitar a comunicação entre os usuários surdos e funcionários nesse momento de tantos cuidados e restrições entre as pessoas.

“Como estamos trabalhando por escala, nos dias em que não estou presente realizo esse atendimento através de vídeochamada, seja para repassar a eles alguma orientação ou dar suporte para a equipe técnica lidar com os usuários surdos. O papel do intérprete é promover a comunicação ao usuário surdo, para ajudar a resolver as demandas particulares desses assistidos”, afirma Arielle.

Elídio Pablo de Sousa, 23 anos, é deficiente auditivo e está há cinco meses na Residência Inclusiva. “Eu me sinto muito bem cuidado aqui, temos a intérprete de Libras e os profissionais que cuidam da gente e nos passam bastante segurança. Estamos esperançosos para que passe logo esse período de pandemia; enquanto isso, precisamos usar máscara porque é muito importante para o bem de todos”, disse.

Atualmente, a Residência Inclusiva atende 11 pessoas com idades entre 18 e 59 anos. A unidade abriga pessoas com deficiência do tipo física, auditiva, visual ou intelectual. A equipe multiprofissional é composta por assistente social, psicóloga, terapeuta ocupacional e intérprete de Libras. O serviço de acolhimento provisório busca manter os vínculos e a possibilidade de reinserção dos usuários ao seio familiar e, nesse momento, tem estabelecido contato com familiares por meio telefônico ou virtual.

“A Prefeitura tem realizado um grande esforço para que o coronavírus não chegue até os abrigos. Desde o cuidado com os servidores e o acompanhamento que lá realizam, até mesmo com o fornecimento contínuo de equipamentos de proteção individual. Nosso trabalho é continuar esse serviço com excelência e construir uma barreira para que o coronavírus não chegue a essas pessoas, tão vulneráveis, que se encontram abrigadas”, afirma o secretário Samuel Silveira.

Em todas as unidades de acolhimento institucional foram adotadas medidas em acordo com as recomendações das autoridades de saúde, decretos municipais e orientações da Semcaspi. As visitas foram suspensas e os funcionários estão trabalhando em regime de escala, a gerência ressalta ainda que até o momento não há registros de nenhum residente ou colaborador com os sintomas da Covid-19.

 

Campanha distribui máscaras com estampas informativas de combate à exploração sexual

No dia 18 de maio, se reconhece oficialmente a luta de enfrentamento ao abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes. A campanha de conscientização em alusão à data, articulada localmente pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), contará com a produção de máscaras de proteção com estampa temática. As unidades da rede socioassistencial devem começar a receber o material na próxima semana para distribuição aos colaboradores e ao grande público.

“Estamos fazendo uma campanha que contextualiza o momento em que vivemos, que é de combate ao Coronavírus, trazendo como pauta justamente o enfrentamento à exploração sexual da criança e do adolescente. A construção de uma sociedade livre desses tipos de abuso é a sociedade pela qual lutamos, e acreditamos que Teresina caminha junto, nesse sentido”, explicou o secretário da Semcaspi, Samuel Silveira.

Segundo Layla Paiva, técnica da Gerência de Proteção Social Especial (GPSE) da Semcaspi, o novo contexto de isolamento social fez com que a campanha tivesse de achar novos caminhos de conscientização. “Nos anos anteriores sempre fizemos campanhas com abordagens, panfletagens, distribuição de material informativo e apresentações culturais. Porém, por conta da Covid-19, pensamos em algo diferente. A confecção das máscaras já é uma sugestão do Fórum Nacional”, explica.

Em Teresina, a rede municipal de combate à exploração da criança e do adolescente conta com as quatro unidades dos Centros de Referência em Assistência Social (CREAS) e com a Casa de Zabelê. As equipes são capacitadas para atender essas demandas de crianças e adolescentes que sofrem situações de violência e exploração sexual.

“Já a Casa de Zabelê é uma unidade específica para atender essas adolescentes do sexo feminino”, explica Layla. O espaço realiza atividades profissionalizantes e de fortalecimento de vínculos e conta com equipe psicossocial. Atualmente, a meta de atendimento, de 100 adolescentes, já foi ultrapassada.

A população pode ser encaminhada tanto aos CREAS, quanto aos Conselhos Tutelares, através do contato com o 153. As ligações são gratuitas e o sigilo do nome do denunciante é mantido. As denúncias podem ser feitas também por meio do Disque Direitos Humanos: o Disque 100, serviço nacional de atendimento telefônico gratuito, que funciona 24 horas por dia, nos sete dias da semana. Os casos recebidos são analisados, tratados e encaminhados aos órgãos de proteção, defesa e responsabilização em direitos humanos, no prazo máximo de 24 horas. O objetivo é romper o ciclo de violência e garantir a proteção da vítima.

 

Em dia comemorativo, assistentes sociais de Teresina refletem sobre desafios da pandemia

Um novo contexto surge no exercício da atividade da assistência social. “É preciso ter coragem em meio a dor e ao medo para construir ações que garantam dignidade, respeito e valorização da pessoa humana. Assim estamos enquanto assistentes sociais, nos ressignificando na luta por direitos em meio a pandemia que vivemos”, é o que diz Marfisa Mota, assistente social que desenvolve um trabalho de assessoria técnica na Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi).

Nesta sexta-feira, 15 de maio, data em que se comemora do Dia do Assistente Social, Teresina tem muito do que se orgulhar dos profissionais que lhe assiste. Nas mais diversas frentes de atuação, eles têm mostrado que a dedicação e o amor ao que escolheram abraçar como profissão são fundamentais para desempenharem bem a missão.

“Os assistentes sociais têm o desafio de assegurar proteção social às famílias teresinenses para que no mundo pós-pandemia não haja um fosso ainda maior de desigualdades, especialmente em relação à população mais vulnerável. No geral, ver o acesso efetivo da população aos direitos é a parte mais gratificante, seja tanto dos que fazem parte da Política de Assistência Social, quanto dos demais direitos como saúde, habitação, convivência familiar, entre outros”, afirma Dannylo Cavalcante Alves, que trabalha no Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) Sudeste III – Casa da Cidadania.

Além dos CRAS, todas as instituições e entidades que integram a rede socioassistencial na capital tiveram que adaptar os serviços a uma nova forma de contato com as comunidades onde estão inseridas por conta da conjuntura imposta pela pandemia do novo coronavírus. Exemplo disso, é trabalho desenvolvido para o atendimento à população em situação de rua no Estádio Lindolfo Monteiro. São novas medidas frente à realidade de distanciamento físico, protocolos e regras, mas uma coisa não mudou: o cuidado.

“Estamos com muitos procedimentos que se voltam para o enfrentamento ao coronavírus, que  vão desde a orientação e acompanhamento de implantação de serviços emergenciais para atendimento à população em situação de risco, população idosa e em situação de rua;  produção e análises de portarias, minutas e decretos; orientações para as entidades parceiras do SUAS (Sistema Único de Assistência Social) sobre ajustes dos planos de trabalho, funcionamento dos serviços essenciais, situação de trabalho e proteção dos servidores, entre outros”, explica Marfisa Mota.

A assistência social realiza-se de forma integrada com as demais políticas setoriais, visando ao enfrentamento da pobreza, garantia dos mínimos sociais, provimento de condições para atender contingências sociais e universalização dos direitos sociais. “O profissional da assistência social tem um papel fundamental na nossa sociedade. É papel da política da assistência social suprir as diversas vulnerabilidades, dar encaminhamento necessário juntamente com as demais políticas públicas, para melhorar a qualidade de vida das pessoas; portanto, a atuação do assistente social tem um impacto fundamental para a construção de uma sociedade digna e verdadeiramente sustentável”, diz o secretário municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas, Samuel Silveira.

O Dia do Assistente Social homenageia os profissionais que atuam empenhados em minimizar as desigualdades sociais e econômicas. A data 15 de maio, em alusão ao dia em que a profissão foi regulamentada em 1957, celebra a importância destes agentes, que têm como missão promover o acesso da população aos direitos básicos de forma plena.

“O assistente social é um profissional que tem ocupado espaços importantes na intervenção e na produção do conhecimento. Sua competência profissional está pautada em um projeto que se insere em uma realidade com inúmeros desafios para o provimento e defesa de direitos sociais. Atualmente, estamos vivendo um momento assim. Dessa forma, devemos agradecer a todos os profissionais que estão na construção de uma sociedade mais justa e garantidora de direitos sociais”, afirma Mauricéia Carneiro, secretária executiva do SUAS da Semcaspi.

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) é o órgão do poder executivo municipal responsável legalmente pelo planejamento, coordenação e execução da Política de Assistência Social, fundamentada nas leis que atualmente regulamentam o direito da assistência no Brasil, como Lei Federal nº 8.742/93 (LOAS), Política Nacional de Assistência Social/PNAS, Norma Operacional Básica do SUAS/NOB, Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais, entre outras.

Parceria entre Semcaspi e FWF promove autocuidado a pessoas em situação de rua no Lindolfo Monteiro

As pessoas em situação de rua que estão abrigadas no estádio Lindolfo Monteiro tiveram uma manhã de cidadania e promoção do autocuidado. Uma parceria entre a Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas e a Fundação Wall Ferraz levou o serviço de corte de cabelo.

 

“No Lindolfo Monteiro, a equipe tem realizado um belo trabalho de atendimento a essa população. Os profissionais de saúde e assistentes sociais tem acompanhado essas pessoas diariamente. E a parceria com a FWF é importante nesse processo de cuidado”, afirma o secretário.

 

As instrutoras da fundação atenderam 26 das 36 pessoas que estão abrigadas no local. De acordo com o secretário Samuel Silveira, da Semcaspi, essa iniciativa tem como objetivo promover cidadania e para que eles resgatem os cuidados com o corpo.

 

“Em tempos de pandemia, a higiene e autocuidado são aliados contra a propagação de doenças. A FWF levou parte do projeto Ação Cidadania ao estádio Lindolfo Monteiro, atendendo pessoas em situação de rua que estão abrigadas naquele espaço, com o serviço de corte de cabelo, obedecendo todas as recomendações de distanciamento social e uso de EPIs. O objetivo da ação é levar um pouco mais de cidadania a essas pessoas, que muitas vezes perdem a percepção de si e dos cuidados com o corpo e a saúde, colaborando com o resgate da cidadania. a ação também vai incluir um bate-papo sobre autocuidado”, disse Heline Santos, superintendente Executiva da FWF.

 

O Lindolfo Monteiro foi preparado para receber até 75 pessoas em situação de rua durante a pandemia do coronavírus. A estrutura conta com alojamentos separados para homens, mulheres e pessoas com algum sintoma de problema de saúde, além de estande com equipe de saúde multiprofissional, distribuição de refeições diárias, itens de higiene e limpeza diária do local.