Notícias em destaque na página inicial

Lar da Fraternidade começa a receber idosos positivados por Covid-19

A Unidade de Acolhimento Emergencial do Lar da Fraternidade começa a receber, a partir de hoje (11), idosos que residiam em outras Instituições de Longa Permanência (ILP) da rede socioassistencial de Teresina e foram positivados para o Covid-19.  O objetivo é oferecer um isolamento seguro e confortável, necessário para que se evitem novos contágios nessas unidades.

O espaço conta com 25 leitos, equipe formada por enfermeiras, técnicos de enfermagem e cuidadores e será gerenciado pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi). “Já estamos com o serviço à disposição da sociedade e já temos a previsão de receber três idosos nesse primeiro dia. Os nossos leitos são 25, mas não desejamos preenchê-los e torcemos para que nossos idosos não se contaminem”, informa Mara Beatriz, coordenadora do Lar da Fraternidade dentro de seu novo eixo de atuação.

O idoso referenciado tem de ser assintomático ou possuir sintomas leves, não sendo necessária nenhuma intervenção médica mais agressiva.  Essa condição será reavaliada pela equipe de saúde a cada três horas, de forma criteriosa, de forma que se identifique rapidamente qualquer evolução súbita.  Se observada, é realizado um encaminhamento para a rede hospitalar. “A rede municipal em sí, é interligada e muito organizada”, explica Ana Maria Almeida, enfermeira à frente da equipe. “Com a criação do Lar, tendo esse apoio, serão vários braços dentro da própria Fundação Municipal de Saúde que podemos contar”, afirma.

A FMS vem fazendo parte da articulação desde o seu início, tendo cedido o espaço, que a princípio receberia um hospital de campanha, e garantindo todos os profissionais do Serviço de Atenção Básica. A Semcaspi se responsabiliza pelo fornecimento de alimentação, produtos de higiene e limpeza e pelo encaminhamento de cuidadores, que farão o acompanhamento dos idosos em suas atividades diárias e tratamento. Os impactos psicológicos tanto do diagnóstico positivo como do isolamento também serão objetos da atenção desses colaboradores.

“É feita toda uma elaboração da assistência da enfermagem para abranger tanto a parte psicológica quanto a parte clínica, e reduzir as sequelas. O idoso já vem de um isolamento de quase quatro meses, já que os abrigos não estão podendo receber visitas. Vamos tentar equilibrar tanto sua saúde, quanto seu emocional, para que possamos devolvê-lo, após os 14 dias, com o mínimo de sequelas psicossociais possíveis”, ressalta Ana Maria.

 

Guardas participam de capacitação para atendimento às mulheres vítimas de violência

Teve início, nesta segunda-feira (10), o curso de capacitação dos agentes da Guarda Civil Municipal de Teresina (GCM) que irão atuar no atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica, acompanhadas pela Guarda Maria da Penha. O curso acontece no auditório da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi). Cada turma terá duração de uma semana e será ministrado para 20 guardas por vez. Ao final do cronograma, serão mais 260 agentes da corporação capacitados para o atendimento especializado para mulheres.

O curso é realizado através da parceria entre Semcaspi e a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) e tem como objetivo instrumentalizar os guardas para a atuação através da perspectiva de gênero, visando o fortalecer as ações de enfrentamento à violência contra a mulher e a ampliar a rede de atendimento à vítima. Além disso, a Guarda Maria da Penha tem a função de fiscalizar o cumprimento das medidas protetivas determinadas pela justiça para as mulheres atendidas pela SMPM.

“O objetivo da capacitação é trabalhar com os guardas o tema dentro da transversalidade, refletindo com eles os aspectos de respeito aos direitos humanos e a dignidade humana para qualificar o atendimento de mulheres que se encontram nessa situação de vulnerabilidade à violência de gênero. Assim, o trabalho da Guarda Municipal reafirma o compromisso de contribuir para a efetividade das medidas protetivas destinada às mulheres que sofrem violência em nossa capital”, afirmou a secretária da Semcaspi, Janaína Carvalho.

O curso aborda temas como o entendimento sobre a definição de violência doméstica e familiar, comunicação não-violenta, contexto da violência de gênero no Brasil e diagnóstico de violência contra a mulher em Teresina. Os guardas também são instruídos para o uso dos protocolos e fluxos específicos de atendimento das mulheres assistidas pelo Centro de Referência de Atendimento à Mulher Vítima de Violência “Esperança Garcia”.

A gerente de enfrentamento à violência contra a mulher da SMPM, Lidiane Oliveira, fala sobre a importância das ações de formação e lembra a data que marca os 14 anos da Lei Maria da Penha, celebrada no último dia 07 de agosto.

“Iniciamos mais uma turma de capacitação para a Guarda Maria da Penha, visando sensibilizar estes novos agentes públicos para compreender o fenômeno da violência contra a mulher e agir a partir dessa compreensão. Justamente no mês de agosto, quando a gente celebra 14 anos da Lei Maria da Penha, essa importante lei que veio para proteger as mulheres e garantir os direitos a elas, inclusive para ratificar a necessidade da Guarda Maria da Penha dentro das políticas existentes de proteção às mulheres”, disse Lidiane.

O serviço Guarda Maria da Penha foi desenvolvido em Teresina ainda em janeiro de 2020, quando 20 agentes da GCM foram formados para atender as ocorrências em um projeto-piloto. Em oito meses de atuação das equipes, somaram mais de 420 acompanhamentos realizados.

Profissionais do Lar da Fraternidade passam por capacitação

Os profissionais que vão atuar na Unidade de Acolhimento Emergencial Lar da Fraternidade participaram, na manhã deste sábado (08), de uma capacitação no auditório da Ação Social Arquidiocesana (ASA). No encontro, foram repassadas informações sobre como será feito o acolhimento dos idosos vindos de outros abrigos que estejam em tratamento para a Covid-19 e apresentarem sintomas leves ou sejam assintomáticos para a doença, não necessitando de internação hospitalar.

“Todos os idosos serão monitorados por uma equipe formada por 36 profissionais, entre técnicos da Fundação Municipal de Saúde (FMS), cuidadores e demais servidores que estarão trabalhando no espaço. A capacitação teve como objetivo explicar como será o atendimento desse público quando chegar ao Lar e as medidas que devem ser tomadas, caso ocorra uma possível evolução da doença”, explicou Janaína Carvalho, secretária de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi).

A coordenadora do novo espaço, Ana Maria Almeida, disse que uma equipe formada por um médico geriatra e enfermeiro fará, de forma permanente, uma busca ativa nos sete abrigos assistidos pela Prefeitura. Esses profissionais realizarão consultas de rotina e testagem, a fim de reconhecer os idosos com quadro leve de Covid-19 e encaminhá-los para fazer isolamento no Lar.

“Esses idosos permanecerão no Lar até o restabelecimento da saúde e, só depois desse processo, voltarão ao abrigo de origem. Vamos tentar englobar toda realidade do idoso, para evitar não só uma evolução para Covid-19, como também, para qualquer outra doença que esteja sendo desenvolvida por conta do isolamento social”, disse a coordenadora.

O novo espaço tem capacidade para atender até 25 pessoas e será utilizado exclusivamente para o isolamento social dos positivados. A permanência dos idosos no Lar da Fraternidade será de, no máximo, 14 dias ou de acordo com avaliação da equipe de saúde. Aqueles que apresentam sintomas graves serão encaminhados à rede municipal de saúde.

 

Lar da Fraternidade será aberto na segunda para receber idosos em tratamento para Covid-19

A Prefeitura de Teresina vai abrir, na próxima segunda-feira, dia 10, a Unidade de Acolhimento Emergencial Lar da Fraternidade. A instituição vai receber idosos de outros abrigos que estejam em tratamento para a Covid-19, que apresentem sintomas leves ou são assintomáticos para a doença e não necessitam de internação hospitalar. O objetivo é oferecer maior segurança aos acolhidos.

A Secretaria de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) vem realizando o monitoramento constante das instituições de acolhimento em articulação com a Fundação Municipal de Saúde (FMS). De acordo com o último registro, 14 acolhidos foram diagnosticados com coronavírus. Desse total, 10 idosos já estão recuperados, três vieram a óbito e, atualmente, um está estável em isolamento.

O novo espaço tem capacidade de atender até 25 pessoas e será utilizado exclusivamente para o isolamento social dos positivados. Segundo a gerente de Proteção Social Especial da Semcaspi, Mayra Veloso, a permanência dos idosos no Lar da Fraternidade será de, no máximo, 14 dias ou de acordo com avaliação da equipe de saúde. Aqueles que apresentam sintomas graves serão encaminhados à rede municipal de saúde.

“Após a recuperação, a pessoa idosa retornará para a Instituição de Longa Permanência de origem. O protocolo de atendimento que será seguido no Lar da Fraternidade é o mesmo para qualquer pessoa que esteja com Covid-19, com sintomas leves ou assintomáticos e que não precisam de internação hospitalar, mas sim de isolamento social. Dessa forma, a Secretaria visa garantir a segurança aos demais idosos das instituições, a fim de evitar a propagação do vírus ao público vulnerável que vive nestes ambientes coletivos”, afirma.

O local, onde inicialmente funcionaria um hospital de campanha, foi cedido pela Fundação Municipal de Saúde (FMS). A Fundação também irá garantir todos os profissionais do Serviço de Atenção Básica necessários, como técnicos de enfermagem, que vão acompanhar integralmente os acolhidos do Lar da Fraternidade. A Semcaspi é responsável pelo gerenciamento da unidade, fornecimento de alimentação, produtos de higiene e limpeza e também encaminhará cuidadores, que farão o acompanhamento dos idosos em suas atividades diárias e tratamento.

“No sábado, os profissionais que vão trabalhar na nova unidade participarão de uma capacitação com a equipe da Fundação Municipal de Saúde, para receber todas as informações de como será o protocolo de atendimento desse público”, explicou a secretária da Semcaspi, Janaína Carvalho.

 

Defesa Civil intensifica fiscalização da Operação Queimadas e faz alerta à população

Com aproximação dos meses de temperaturas mais altas do ano em Teresina, a Defesa Civil Municipal está intensificando as visitas às regiões que possuem, historicamente, mais registros de incêndios. A instituição alerta que a queima de resíduos é uma das situações que mais provocam incêndios e isso pode levar a multas de até R$ 4.500.

A fiscalização foi iniciada no mês junho, com as primeiras ações da Operação Queimadas, e vai se estender até dezembro. “O aumento da temperatura e o vento forte são alguns fatores que ajudam na propagação do fogo. Nós estamos intensificando os trabalhos de fiscalização durante todo o mês de agosto. Buscamos orientar a população sobre o decreto do Governo Federal que proibiu o procedimento por quatro meses em todo o território nacional. Além do decreto federal, explicamos sobre a lei municipal 5.073/2017, que proíbe a queima de resíduos em ambientes públicos ou privados, com punição de multa que pode variar de R$ 1.500 até R$ 4.500”, disse o comandante da Defesa Civil, tenente Antônio Linhares.

Devido à pandemia do novo coronavírus, a Defesa Civil abriu o canal de diálogo com a população através das redes sociais para explicar sobre a queima de lixos que pode gerar fumaça e trazer problemas respiratórios, provocando uma superlotação nos hospitais e aumento nos riscos de contaminação da Covid-19.

“É nesse período em que se tornam comuns os incêndios florestais e em terrenos baldios. É importante que as pessoas evitem a queima de lixos e da vegetação para a limpeza de terrenos. Caso contrário, a fumaça pode ocasionar doenças respiratórias, provocando até uma confusão com os sintomas da covid-19”, disse o tenente Linhares.

A Defesa Civil Municipal continua atuando em regime de plantão e pode ser acionada através do Instagram @defesacivil.the, por ligação gratuita para o número 153 ou por ofício encaminhado à sede da Semcaspi, que fica localizada na Rua Álvaro Mendes, nº 86, no Centro.

 

Teresina recebe 125 novos guardas municipais e 18 viaturas nesta segunda-feira (27)

A Prefeitura de Teresina coloca nas ruas da cidade, a partir desta segunda-feira (27), 125 novos guardas municipais e 18 viaturas. Eles chegam para contribuir com as atividades de proteção ao patrimônio público, assistência à população e fiscalização do cumprimento das medidas de enfrentamento da pandemia do novo Coronavírus.

“Nessa nova fase do processo de reabertura das atividades econômicas, os novos guardas vão reforçar as ações do município relacionadas à pandemia, além de garantir a segurança da população nos espaços públicos da cidade”, ressaltou o prefeito Firmino Filho.

Com esse investimento, a Guarda Civil Municipal (GCM) passa a contar com 392 agentes, 31 viaturas e 04 motocicletas para atender às demandas de segurança em toda a capital. Além dos veículos, a Prefeitura adquiriu armamentos, coletes balísticos e fardamentos para os novos guardas.

“Os guardas municipais são agentes públicos que possuem um respaldo com a sociedade teresinense por conta dos serviços prestados de auxílio à segurança pública nesses últimos anos. Nós reafirmamos esse compromisso com a população através do aumento no efetivo para que as pessoas consigam se sentir seguras e tranquilas nos espaços públicos da capital”, explicou a secretária municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas, Janaína Carvalho.

Para o comandante da GCM, coronel Jhon Feitosa, esse reforço ao trabalho que vem sendo desempenhado pela Guarda Municipal é muito importante nesse momento, que mais estabelecimentos estão sendo autorizados a abrir. “Os novos veículos serão utilizados no patrulhamento constante dos espaços públicos municipais e atenderão as ocorrências nessas áreas”, explicou.

Abrigos aplicam testes para controle da Covid-19 entre venezuelanos

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, os abrigos que receberam as famílias venezuelanas em Teresina vêm desenvolvendo diversas atividades informativas e de conscientização, acompanhamento em saúde e a aplicação de testes para detectar a doença. Atualmente, 163 venezuelanos ocupam os abrigos destinados pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas e 54 deles testaram positivo para a Covid-19. Um deles, paciente de 58 anos, veio a óbito e os demais 53 estão curados.

Em abril, a Semcaspi providenciou a transferência de 70 indígenas que estavam no abrigo CSU no bairro Buenos Aires para diminuir a aglomeração de pessoas e depois um outro espaço foi disponibilizado para receber famílias recém chegadas de outros estados, a fim de garantir um isolamento e testagem antes de adentrarem nos 3 acolhimentos disponíveis. “Desde o início da pandemia, as equipes dos abrigos de venezuelanos estão desenvolvendo uma série de ações de conscientização, com a distribuição de máscaras, produtos de higiene, exposição de cartazes na língua materna e palestras. A Semcaspi solicitou, junto à Fundação Municipal de Saúde (FMS), testes rápidos da Covid-19. Uma primeira remessa de testagens foi feita em maio e outra em junho. Neste último, dos 78 testes aplicados, 54 deram positivados para a doença, que prontamente foram submetidos ao tratamento de saúde”, afirma Janaína Carvalho, secretária da Semcaspi.

Em uma destas ações, os migrantes receberam cartilhas informativas em sua língua materna “Warao” sobre cuidados e prevenção da doença. A distribuição das cartilhas ocorreu em uma palestra organizada pelas professoras Carmen Lima, Janaína Santos e Lílian Catenacci da Universidade Federal do Piauí (UFPI), em junho. O material foi traduzido com a ajuda dos indígenas Yovini Eulalio e Ignacio Perez. “Ao final da palestra, os representantes de cada abrigo receberam, além da cartilha, galões de álcool em gel e máscaras. Eles ficaram responsáveis por repassar para as demais famílias as instruções aprendidas na palesta e também distribuírem os itens que receberam”, disse a antropóloga Lílian Castelo Branco, coordenadora do abrigo instalado no antigo prédio do Emater.

Outra atividade realizada no abrigo foi um bate-papo virtual com o indígena Elemir Martins da etnia Guarani Ñandeva, residente do município de Caarapó, em Mato Grosso do Sul. Para a coordenadora do abrigo, o diálogo proporcionou a troca de experiência entre os grupos no que se refere ao enfrentamento da doença de acordo com a crença e a cultura indígena, e também para a maior conscientização quanto aos cuidados recomendados pelas instituições de saúde, aos quais parte tem resistência.

“Através desse diálogo, o Elemir tratou de alguns pontos das estratégias que eles têm adotado para a conscientização entre a comunidade, pois para eles tem sido muito complicado a compreensão, principalmente pelos mais idosos, que não compreendem a gravidade da doença. Então, os mais jovens estão engajados nesse trabalho de conscientização produzindo e distribuindo informações sobre a Covid-19. Fica mais fácil essa troca entre eles mesmos. Na cultura indígena é muito forte a questão da coletividade, então ele mostrou que por conta da doença, infelizmente eles teriam que adotar estas estratégias para que eles possam atravessar esse momento sem tantas perdas”, disse.

Um dos indígenas, com 58 anos, foi internado no HGV no dia 11 de junho e veio a óbito em 14 de julho. “No início dos sintomas, ele resistiu bastante a ir junto com a equipe para os serviços de saúde e a fazer um tratamento, o que gerou o agravamento dos sintomas. A equipe da secretaria acompanhou a família em todo o processo funerário. Todos os demais estão bem e não apresentam mais nenhum sintoma”, informou a secretária da Semcaspi, Janaína Carvalho.

 

Centro de Convivência “Novos Meninos” oferece aulas remotas de judô

Com as atividades presenciais suspensas, o Cento de Convivência “Novos Meninos” (CCNM) está realizando diversas atividades à distância para dar continuidade aos serviços prestados na instituição, dentre elas o treino de judô tem ganhado destaque entre as crianças. A prática do esporte está sendo ofertada pelo facilitador social Sansei Wendell Barbosa. As aulas acontecem mensalmente, ao vivo, através do Instagram @ccnmoficial.

A assistente social do CCNM, Maria Valdenira, afirma que os serviços de atendimento e acompanhamento familiar são essenciais para a promoção social. Segundo ela, as atividades remotas têm garantido a manutenção dos vínculos e a permanência das crianças no serviço. “O objetivo da instituição é fortalecer vínculos. Desse modo, por conta do distanciamento social, buscamos por reinventar nossas ações a partir da modalidade remota a fim de manter os vínculos com nosso público de crianças, adolescentes e suas famílias. Assim, as aulas remotas de judô para as crianças assistidas pela instituição é mais uma ferramenta de superação para o enfrentamento das vulnerabilidades”, disse.

Yuan Albert Oliveira de 12 anos tem participado das aulas de judô, ele diz que só ganhou com a prática. “O centro é muito valioso em minha vida. Todas as atividades que realizo lá me trazem grande alegria e responsabilidade. O judô, por exemplo, me ajuda a ser concentrado, respeitar as pessoas, ter disciplina e me faz acreditar que sou um grande cidadão. Agradeço demais pelo centro, que mesmo agora na pandemia conseguem estar presente em minha vida e sou muito grato por eles”, disse.

O Centro de Convivência “Novos Meninos” tem por objetivo prestar atendimento integral a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, com o intuito de prevenir riscos e fortalecer a convivência familiar e comunitária através de atividades artísticas, culturais, educativas e esportivas. Atualmente, a instituição atende 120 meninos e meninas, e fica localizada na rua Arlindo Nogueira, 1801 – Centro (Sul), faz parte da rede socioassistencial de Teresina em uma parceria entre Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) e Ação Social Arquidiocesana (Asa).

 

 

 

Residência Inclusiva disponibiliza práticas de dança e meditação aos acolhidos

Abrigando 11 pessoas, com idades entre 18 e 59 anos, com deficiências dos tipos física, auditiva, visual ou intelectual, a Residência Inclusiva Boa Morada passou a oferecer oficinas de dança e meditação aos moradores da casa. O objetivo das atividades é minimizar os efeitos provocados pelo isolamento social e oferecer momentos de relaxamento aos acolhidos. A estratégia foi adotada para dar continuidade ao acompanhamento terapêutico e pedagógico dos assistidos, que precisam ser contínuos.

A terapeuta ocupacional Fernanda Xavier explica que o trabalho da terapia envolve o desenvolvimento da capacidade sensorial em relação ao ambiente e a sociabilidade dos acolhidos. “O objetivo é dar continuidade à terapia voltada para desenvolver os aspectos psicomotores, cognição e movimento deles. As atividades estão sendo feitas com todos os cuidados devidos, como distanciamento e uso de máscaras”, disse.

Com as atividades externas e visitas suspensas desde o início da pandemia, a coordenadora da instituição, Girlene Neco, afirma que foi um desafio lidar com os efeitos destas restrições, mas que a prática das atividades de dança, meditação e pintura têm ajudado bastante.

“O desafio que tivemos na Residência foi tentar passar toda essa situação que estamos vivendo de uma maneira mais leve. Antes, nossos assistidos recebiam visitas de familiares, podiam sair, e infelizmente isso não está podendo acontecer agora por conta da pandemia. Então, a nossa proposta é trabalhar de forma lúdica e reflexiva com o objetivo de estimulá-los, para que eles possam expressar os sentimentos e para que a gente consiga minimizar a ansiedade deles”, disse.

A coordenadora ressalta ainda a importância do trabalho dos cuidadores, que tem sido fundamental nesse momento em que os cuidados com os residentes foram intensificados. A equipe de funcionários está trabalhando em regime de escala e foram adotadas todas as recomendações das autoridades em saúde para a prevenção de contágio pelo novo coronavírus no local.

A Residência Inclusiva Boa Morada faz parte do Serviço de Acolhimento Institucional para Jovens e Adultos com Deficiência. O serviço de acolhimento provisório busca manter os vínculos e a possibilidade de reinserção dos usuários ao seio familiar e, nesse momento, tem estabelecido contato com familiares por meio telefônico ou virtual.

Operação Queimadas: Defesa Civil faz fiscalização na zona leste de Teresina

A Defesa Civil da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) realizou na manhã da última sexta-feira (17) o monitoramento de prevenção a queimadas na região leste de Teresina. O trabalho faz parte da Operação Queimadas que teve o seu planejamento iniciado no mês passado. A fiscalização foi feita no Vale do Gavião e nos povoados Serra do Gavião, Taboquinha, Tapuia, Baixão do Carlos, Cajaíba, Cacimba Velha, Santa Luz, São Vicente e Cajazeiras.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil, tenente Antônio Linhares, durante o trabalho de monitoramento a equipe flagrou uma grande quantidade de lixo e restos de vegetação morta em uma área verde, facilitando a possibilidade de incêndios na região.

“Fizemos o flagrante no Conjunto Habitacional Wilson Martins, na região do Vale do Gavião, onde moradores são constantemente incomodados com as queimadas, ocasionando grande volume de fumaça e prejudicando a respiração. Nossa preocupação é que esses problemas podem confundir a população com os sintomas da Covid-19, provocando uma superlotação nos hospitais”, explicou.

A Defesa Civil vem intensificando as fiscalizações para orientar a população sobre os lugares onde precisam ser depositados os sacos de lixos e o perigo de resíduos em via pública, além do fogo que pode provocar grandes incêndios na região de mata.

“A Prefeitura faz a coleta três vezes por semana, justamente para evitar o acúmulo de lixo nas residências. É importante nesse momento de pandemia não pensar só em si mesmo, mas nos idosos, crianças e enfermos que podem ter sua saúde agravada por conta da fumaça”, orientou o coordenador.

Apesar da quarentena, a Defesa Civil Municipal segue atuando em regime de plantão e pode ser solicitada através de ligação gratuita para o número 153 ou por meio de ofício encaminhado à sede da Semcaspi, localizada na Rua Álvaro Mendes, nº 86, centro da capital.