O maior objetivo da Assistência Social é garantir direitos para a população. E a intervenção das políticas de assistência na vida daqueles que mais necessitam tem proporcionado a mudança na vida de milhares de teresinenses atendidos pela Rede de Assistência Social de Teresina. Uma dessas belas histórias de transformação é a da Luciene Moreira, de 27 anos.

Luciene, que viveu uma infância pobre na periferia da capital, conta que tinha poucas expectativas de superar as dificuldades financeiras vividas quando criança. “Meu pai era vendedor de rua, ele tinha uma banquinha de bombom e, claro, não dava para nos ofertar uma vida mais digna e com maiores oportunidades. A chance de eu continuar naquele ciclo de pobreza, vivido pela minha família, era muito grande”, lembra.

Certo dia, ela foi abordada por uma vizinha, que fazia parte da equipe da Casa de Zabelê, entidade conveniada à Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi). “Essa funcionária da Casa de Zabelê perguntou se eu queria participar das atividades desenvolvidas pelo espaço, de capacitação e profissionalização, voltado especialmente pelas mulheres. Eu disse que queria sim, e agarrei o projeto com todas as minhas forças”, relata Luciene.

Lá na Casa de Zabelê, passei quatro anos, sendo que, por dois anos, participei de uma oficina de moda. Foi lá que me profissionalizei. Hoje, tenho o certificado do curso de Corte e Costura que recebi lá. A Casa me abriu as portas para uma oportunidade como Jovem Aprendiz. Agora, colho os frutos da minha passagem pelo espaço, estou trabalhando e já realizei o sonho da casa própria”, conta, orgulhosa do feito.

“Eu tive a minha vida mudada, o meu jeito de ser, de agir e de pensar. Faço de tudo para não deixar meus filhos, Lucas e Talita, trabalharem. Eu posso dar uma vida melhor para eles, com a educação que recebi, e sei que a escola é super importante na vida deles e a profissionalização também, porque abre portas no futuro”, declara Luciene.

A Casa de Zabelê conta com três núcleos de atendimento: Núcleo Direto, que atende a crianças (8 a 11 anos) e adolescentes (12 a 17 anos) do sexo feminino; Núcleo de Dança Contemporânea, que atende a adolescentes do sexo feminino; e Núcleo de Profissionalização em Moda e Serigrafia, para jovens do sexo feminino e masculino (16 a 22 anos). O espaço atende a crianças e adolescentes que sofreram qualquer tipo de violação dos seus direitos sociais e pessoais. O foco no atendimento é em casos de vítimas de violência doméstica e de forma especializada na violência sexual.

A instituição

A Casa de Zabelê surgiu em 1994 e foi promovida pelo Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente, frente à situação de violência imposta às meninas que eram exploradas sexualmente nas principais praças de Teresina. Em 29 de agosto de 1996, a Casa de Zabelê iniciou suas atividades, originando-se de uma parceria entre o Banco Interamericano de Desenvolvimento, Prefeitura Municipal de Teresina e Ação Social Arquidiocesana (ASA).

A instituição é vinculada à Semcaspi. “Nós acreditamos que este trabalho causa o que há de mais importante na vida de uma pessoa, que é a mudança para melhor. A Casa de Zabelê é um exemplo de dedicação e amor ao próximo, de assistência a crianças e jovens que precisam do nosso apoio”, afirma o secretário Samuel Silveira.

Se você souber de casos de violação de direitos de crianças e adolescentes, denuncie pelo Disque 100. Ou então ligue para o número 153, para contato direto com o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e o Conselho Tutelar de Teresina. As ligações são gratuitas e o sigilo do nome do denunciante será mantido.

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